Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



a ironia

por M.J., em 16.02.18

há uns dias atrás li uma daquelas notícias da caca que circulam nas redes sociais:

um homem norte americano ganhou a lotaria. quando lhe perguntaram o destino de todo aquele dinheiro respondeu que iria consultar um médico, uma vez que andava a sentir-se mal e até então não tinha possibilidade económicas para o efeito.

muito nobre.

muito bonito.

quase caridoso. 

duas semanas depois, já de consulta feita, morreu com um cancro terminal. ou fulminante. ou as duas coisas, sei lá. 

rico e morto.

a ironia da vida:

enquanto fora pobre, esteve vivo. 

quando contei ao rapaz ele encolheu os ombros e soltou a sua opinião delirante, mal desviando os olhos do monitor:

bem, a solução é óbvia. bastava não ter ido ao médico.

 

não ri.

é que se há coisa que guia a minha vida, numa espécie de toma lá que já almoçaste, são estas ironias.

se não fosse de tão mau gosto, poderia até resumir-se estes meus 30 anos numa cantiga mal feita da alanis morissette, ou de uma curiosidade triste de um pasquim noticioso. 

é de tudo: passo meia vida a estudar e quando finalmente conquisto o que quero, com uma média que sim senhor, descubro que afinal não gosto. mato-me a trabalhar para ganhar o lugar que espero, e quando finalmente lá chego despeço-me porque já não me apetece.

e isto é frequente em tantas outras coisas.

só estou bem onde não estou e, como se não bastasse, quando estou efectivamente bem, a vida vem e dá-me uns abanões a mostrar que enfim, podia ser mas não era.

de tal forma que, na maior parte das vezes, dá até vontade de rir. 

 

há uns meses atrás decidi engravidar. 

(não precisam de abrir tanto a boca. é um bocado evidente para quem ler este pasquim com algum tipo de frequência). 

quer dizer, não foi assim de um momento para o outro.

há coisas e coisas e decisões e decisões.

 

e esta foi uma que surgiu no decorrer da vida.

decisão tomada, pensei, agora que ultrapassei a barreira e me pus do lado de cá e se calhar até vou ser daquelas mães chatas que não falam de outra coisa que não isto, vamos lá despachar o assunto e sofrer o que houver a sofrer com as hormonas, as dores de costas e os enjoos. 

assim.

uma amiga minha decidiu engravidar.

no mês seguinte a coisa deu-se.

também assim.

como quem vai ao pão: queres, deslocas-te à padaria, trazes o pão e se a coisa correr bem, ainda comes um quentinho pelo caminho. com ou sem manteiga.

se com ela foi dessa forma, comigo não haveria de ser diferente. 

achei eu.

não foi.

no fim de dois meses fui ao médico. que se riu na minha cara. estaria eu a gozar? questionou-se o homem, em pensamentos, que isto uma pessoa vê pela cara. dois meses não era nada, que fosse para casa e tentasse. e me deixasse dessas ansiedades parvas.

pois bem. o médico não poderia saber da minha persistência, da minha vontade, deste meu feitio que quando toma decisões toma para o agora e não no deixa andar a ver como corre. a vida não é para se deixar andar. 

só que não.

mudei de médico seis meses depois. fui analisada, perscrutada, espetada e olhada (não direi admirada). fizeram-se análises, estudos e pagou-se para o efeito. pois bem, um ligeirinho problema, perfeitamente ultrapassável, disse a médica, se fizesse um ligeirinho tratamento, continuou, com um ligeiro medicamento, afirmou, que se espeta na barriga.

oh bem, que seja, pensei. não me há-de matar.

não mata, é certo. mas mói.

espetar coisas na barriga não me incomoda. fui especialista em tempos em tatuagens a sangue frio. e é só um ligeiro espeto, nem sinto.

mas os efeitos secundários da coisa são... fenomenais. a cabeça parece que vai explodir, a barriga fica inchada e dolorida, as insónias são frequentes e há hematomas no abdómen, não da picada em si, mas do que se lá insere. e nem falo das alterações de humor, que isso provoca, só por si, uma alteração ao humor alterado.

 

mas falo da ironia.

falo da bofetada da coisa: durante anos achincalhei a situação do exagero que a maternidade provoca em algumas mulheres.

no meu caso, para aceder a esse possível exagero, tenho de passar pela maioria dos sintomas que ele provoca, antes mesmo de acontecer.

não é bem?

eu por mim estou encantada. 

Autoria e outros dados (tags, etc)

bilhetinhos

por M.J., em 14.02.18

há sempre uma gorda, no dia dos namorados, que fica sentada na carteira à espera de receber bilhetinhos.

em boa verdade, não sei como funciona actualmente.

os miudos nas escolas ainda se vestem de carteiros, cupido ou outra coisa qualquer e percorrem as salas distribuindo cartinhas, postais, flores e chocolates? ou recebe-se tudo via instagram, facebook, whatsapp, youtubes e essas coisas novas?

 

no meu tempo, há tanto tempo que parece ontem, alguém percorria as salas transportando tesouros. 

eu era a gorda no canto, de óculos e ar atento, na espera ansiosa de receber um bilhete que não chegaria jamais. e nessa ausência,  disfarçada com mal disfarçado desdém havia uma tristeza latente de culpa.

de vez em quando alguém se lembrava e enviava um bilhete,

és a minha melhor amiga,

clamavam, na piedade de quem não receberia um penduricalho qualquer, para esfregar nas trombas alheias no intervalo.

 

havia sempre uma gorda e eu era a gorda.

eu esperava o bilhetinho, na letra mal escrita.

poderia até ter erros, nessa coisa não era esquisita.

podia mesmo vir num pedaço de folha rasgada, ao canto, ou em papel quadriculado, meio amarrotado e tudo.

desde que viesse.

poderia mesmo ser anónimo, na capacidade de esperança durante largos meses à cata de onde viera.

podia ser, não era.

podia ser. ou podia ser pior: não tive admiradores secretos falsos, partidas cruéis de dia dos namorados, brincadeiras que poderiam fazer rir toda a gente, incluindo eu no desdém mal feito e na mágoa mal escondida. 

nada. 

 

já em adulta, longe dos bancos da escola e da faculdade, depois de escrever sobre o ridículo da data, de rir sobre o assassínio das rosas vermelhas, das overdoses de chocolate e das filas às portas dos restaurantes, como colegiais de mãos dadas à espera de uns bifes mal feitos, enviaram-me flores para o escritório onde trabalhava.

não sei quantas eram.

lembro que eram rosas.

vermelhas.

com brilhantes.

e tinham um bilhetinho acoplado, ainda guardado na caixa das recordações, escondida (esquecida?) na garagem, como guardando em si o passado para sempre.

sei que fiquei meia histérica, mesmo que a medicação na altura me impedisse de grandes alegrias.

nem sequer era dia dos namorados, mas algo em mim se regozijou por todos os dias dos namorados mal gozados, ali para sempre remediados, num escritório com vista para a rua, pessoas e clientes e eu com um ramo de rosas na mão. 

para sempre,

pensei, ali completa, até que meses mais tarde, já as rosas haviam secado e só restava um bilhete, o autor delas me mandou um pontapé no rabo, tão bem dado que me fez tropeçar na doença que era minha e me fazia só ver escuridão:

tens direito a rosas, lá isso tens, mas esquece o resto.

 

tu deste-me rosas. já.

e girassóis.

deste-me confiança. dizes que me amas mesmo quando tenho os cabelos no ar (e são tão brancos, meu amor, cada vez mais), remela nos olhos e estou vermelhusca de transpiração.

tu deste-me rosas. já.

e carinho. apertas a minha mão e dotas a nós de toda a esperança que existe no mundo.

e se correr mal? questiono eu, nas mil dúvidas que me assolam, uma espécie de comichão que se cola ao cérebro, uma ideia fixa, e se, e se, e se, e se, em constantes ses que matam e consomem até eu ser só se.

tu deste-me rosas. já.

e paciência. pegas nas minhas birras, e caramba se sou birrenta. nos últimos tempos esta coisa de termos de brincar com as hormonas transforma-me numa criança birrenta, em algo que não fui,

olha que apanhas, estás ouvir? birras comigo não,

a voz da mamã, paciente em tanta coisa menos nos guinchos e nas birras,

estás de burro amarrado? olha que tens bom trabalho a desamarrá-lo,

e tu pegas nas minhas birras e com infinita paciência dás-me a atenção, mesmo quando mereço um par de estalos, mesmo quando sou pior que um miúda e podia desatar aos guinchos no meio do nada, e tu permaneces e ficas e manténs a serenidade e pedes desculpa mesmo quando a desculpa é desnecessária na criancice que é minha.

tu deste-me rosas já. e secaram. e perdi o cartão, sei lá dele, não é preciso:

tu estás a dizer o que cartão algum poderia dizer.

tu estás.

tu ficas.

tu permaneces.

 

dried-roses-2008690_960_720.jpg

 

há sempre uma gorda no dia dos namorados, que fica sentada ao canto, na espera do bilhetinho.

se as coisas correrem bem não haverá  bilhetinho algum que sirva, algum dia, para demonstrar o amor.

Autoria e outros dados (tags, etc)

oh vai ver ali:

estou viva.

nem sempre acho piada a esse facto.

Autoria e outros dados (tags, etc)

banalidades

por M.J., em 06.02.18

esfrego as mãos geladas e procuro conforto numa chávena de chá a ferver.

o frio percorre a varanda, inunda as árvores e torna hirtas as roupas, estendidas no varal, na procura de um pouco de calor.

arrumo botas e procuro meias quentes. tomo um café ao sol, depois de almoço e percebo que não disse hoje uma única palavra.

as palavras que me rodeiam são gritos no meu cérebro, silenciosas na minha voz, como que se fosse desnecessário o seu uso.

recolho roupa e acendo uma vela.

as mãos frias permanecem geladas e planeio boicotes à vida, que não digo mas enumero, muito rapidamente, na voz da minha cabeça.

 

as plantas permanecem alinhadas.

há um cheiro a jasmim nos corredores e livros esquecidos pelos cantos. 

estou em casa e sinto saudades de casa.

penso na minha cama, o saco de água quente que a mamã me levava, o seu passo pelas escadas, as suas mãos nas minhas costas, a roupa aconchegada, os lábios na minha face.

recordo os pés em botas novas a calcar o gelo das manhãs, as ervas quase mortas do frio que as tornava rígidas e brilhantes.

recordo a lareira acesa, a lenha a crepitar, o cheiro a sopa e a marmelada, os vidros embaciados e vozes de pessoas a falar coisas que eu julgava inúteis, perante o meu revirar dos olhos atrás dos livros.

 

um dia vou ficar calada o dia inteiro, pensava. vou afastar-me do mundo e arranjar maneira de viver sem a necessidade da convivência com o outro, pensava.

pensava.

sem saber que um dia teria a possibilidade de fazer do dia o dia à minha maneira. 

o único problema é que nunca quero o que quero e o dia que quis ontem é um outro que já não quero, quando o tenho hoje.

está frio.

tenho frio. 

não há aquecedor que resolva.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 13:50

que me define, uma só, na imensidão das palavras que existem, escolheria assim, sem pensar grande coisa:

incerteza.

 

saberão qual a vossa?

Autoria e outros dados (tags, etc)

música

por M.J., em 02.02.18

consigo ver claramente a minha obsessão com certas músicas.

é como um encontro: ouço-as e sinto de tal forma, colam-se a quem sou com tanta intensidade que as persigo, me aproprio totalmente das palavras, da melodia, e faço delas um pedaço de mim, como um braço e uma perna, de tal modo que são tão eu como eu e é impossível olhar para trás e não as reconhecer em mim.

 

há umas quantas:

quando tinha 16 anos passei um verão inteiro a ouvi mad world, de gary jules, em loop, de tal forma que a mamã proibiu a música sempre que estivesse em casa, cansada de ouvir aquilo de manhã à noite, a soar pelas paredes num choro triste. 

 

aos 19 passei meses ininterruptos a ouvir avec les temps, de léo ferré.

a letra era os meus pensamentos e podia chorar sem lágrimas sempre que a ouvia.

e ouvia sempre.

foram dias seguidos, meses, como um encontro, um hábito, um vício a manter à deriva a pouca sanidade mental que tinha.

 

aos 20 persegui verdes anos, de carlos paredes.

a intensidade pela música era tal que a ouvia sempre antes de adormecer, como uma canção de embalar.

fiz poemas que recitava mentalmente ao som dela, planeei o futuro como se a guitarra me guiasse os passos. e casei, anos mais tarde, ao som dela.

 

aos 24 encharquei-me com ornatos violeta.

foi na fase em que a doença se alastrou e os indícios do que iria acontecer eram mais do que evidentes.

a música deles, a voz do manuel cruz, a violência quase das letras, o cru dos sentimentos fizeram-me apropriar das músicas como minhas.

não ajudava.

empurravam-me numa dor tétrica e mórbida que praticamente acarinhava.

e ainda hoje, não consigo ouvir até ao fim "chaga" sem sentir uma revolta nas entranhas, um medo escuro e um frio atroz, me me queima como gelo.

 

também nesse ano, quando já não era eu mas outra qualquer consumida pela doença, sem sentir absolutamente nada, ouvia de forma constante, como acarinhar dos cortes na pele, a dor da alma, no fim do céu dos quinta do bill.

não consigo hoje ouvir mais do que vinte segundos sem sentir que o mundo vai desabar e eu vou desaparecer em dor.

sem evocar imagens que não desaparecem:

o caminhar sem rumo. o vento na pele ferida. o som dos comboios no espaço entre o fim e o recomeçar da música. a sensação de abandono. a certeza de morte. as ondas em turbilhão numa praia deserta à noite. 

 

aos 25  depois de ultrapassar o fim, apaixonei-me e entrei numa nova obsessão musical: agnes obel com riverside.

ouvia-a dias seguidos, numa espécie de hino sem lógica, uma esperança a que me agarrar no recomeço, enquanto alguém juntava os cacos que eu era e me prometia, como cumpriu e cumpre, que tudo ficaria bem.

e ao ouvi-la lembro-me de dias pequenos e beijos com chá.

as primeiras gargalhadas de um ano inteiro, as glícinias a perder as folhas e mãos dadas ao anoitecer.

 

há outras. umas quantas que são mais minhas do que de quem realmente são.

e agora, numa outra fase, num outro momento, percebi a minha obsessão por esta, que ressoa pelas paredes e me faz os dias: 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

cansaço

por M.J., em 01.02.18

o grande problema que surge com o auto-conhecimento, trinta anos depois, é a percepção de que não tenho absolutas certezas de nada.

há coisas evidentes que toda a gente julga saber:

quem ama, os limites por que se norteia, os objectivos que fazem parte da vida.

quem detesta. o que quer e o que não quer.

são coisas aparentemente simples que, supostamente, ganham uma nova clareza com o passar do tempo. 

e assim é para aqueles que se conhecem bem.

ou, na minha opinião, para aqueles que, não raciocinando mais do que meio minuto por ano, julgam que se conhecem e vivem numa cegueira triste. 

assim seja.

 

com o tempo deixei de saber quem sou, o que quero, para onde vou.

deixei de assumir certos e errados com a mesma clareza que sei cozinhar um ovo ou fazer uma cama.

há uma dualidade e imensas zonas cinzentas na mesma proporção que vou percebendo quem sou. 

e é triste.

 

porque aumenta o cansaço constante de não perceber o que devo fazer.

olho para os outros na procura: daqui a dez anos quero estar assim ou assim? quero olhar para trás e ver que fiz isto ou aquilo?

quero ver-me com duas crianças absolutamente irritantes, que me perseguem os calcanhares ou como a pessoa que viajou por cinco continentes na procura de quem é, quando podia encontrar-se se fosse normal?

quero ser a fulana que, não tendo filhos, fala de cães e gatos como pessoas? ou quero ser a mãe que, com dois clones de si mesma, é irritante ao ponto de, em todas as conversas, os trazer para o assunto, como se o resto do mundo estivesse realmente interessado em saber?

 

juro que não sei.

deixo-me ir na corrente.

tomo decisões que não são minhas, ou são, mas digo que não no medo de as assumir.

crio objectivos que acho não serem meus, ainda que sejam, porque nasceram de quem sou.

 

viver é uma canseira. 

e a vida em pessoas como eu, insistentemente na dúvida, insistentemente insatisfeitas, na procura constante do que são, mesmo que já sejam aquilo, é coisa para esgotar, para criar espaços mortos e apatias monumentais.

para criar horas perdidas a ver o céu pensando em quem fui e já não sou.

ou quem sou e nunca fui. 

 

estou cansada. 

e a medicação não está a ajudar nadinha. 

Autoria e outros dados (tags, etc)

acerca da capacidade de sentir

por M.J., em 31.01.18

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 14:10

aposta

por M.J., em 31.01.18

ontem enquanto esperava que o rapaz saísse do dentista, entrei na primark.

para além da imensidão de trapos que aquilo tem encontrei também, ao fundo, perto do sítio onde se compram tralhas para a casa, uma criança e os respectivos progenitores.

a criança berrava, o pai encolhia os ombros e a mãe perguntava insistentemente, numa obsessão quase doentia, onde estava o brinquedo que ele acabara de perder. 

o miúdo, que não devia ter mais de dois ou três anos, não sabia responder e, perante o questionamento da mãe gritava. 

cinco minutos depois daquilo, a mãe ajoelhada no chão a segurar o puto, o puto agarrado à mãe num gritaria desmesurada,

mas onde é que o puseste?

e o pai,

não te compro mais nenhum, podes crer,

e o puto a berrar,

e eu pensar

que catano, com tanta porcaria nesta loja é só darem cinquenta cêntimos para uma treta qualquer e acabar com o circo,

e a mãe,

onde é que o puseste? não está aí, onde é que está?

e o pai,

é que não compro mais nenhum mesmo,

e eu a pensar, 

se calhar escondiam droga no brinquedo, tal a importância e o escabeche feito,

e o puto cada vez a berrar mais,

a mãe termina levantando-se, pegando no braço do puto e exclamando, sem pejo nem medo

(e eu seja cão se não é verdade)

rais parta o miúdo!

 

vamos fazer uma aposta:

esta seria das que dizia mal do programa da sic que educava crianças em horário nobre, como um treinador a um canídeo, ou das que acharia que programas destes são necessários?

Autoria e outros dados (tags, etc)

Sabem aquelas pessoas

por M.J., em 30.01.18

que se colam a nós quando vamos a conduzir, numa rua de dois sentidos, querendo a todo o custo que aceleramos, pressionando ao máximo? Eu sei. E esse tipo de atitudes tem em mim o efeito contrário: abrando. Abrando tanto que, um dia destes, dei comigo a fazer pressão a mim própria para acelerar. Com gestos e tudo.

Há teimosos. Do contra. E eu.

Autoria e outros dados (tags, etc)


foto do autor