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sempre fui uma pessoa com traços depressivos. assumo-me até, na maior parte dos dias, como uma espécie de depressiva crónica.

 - as coisas são como são e só tendo noção delas conseguimos usar de estratégias para seguir com a vida.

tento, por isso, compreender, na sua essência, todos os tipos de doenças mentais. tendo a assumir como sendo o que são as dores provocadas pela descompensação, a loucura e as consequências que daí advêm. tento entender e, na maior parte dos dias faço-o com sucesso, na empatia pela dor alheia.

não consigo, no entanto, apesar de compreender a dor, assumir como apenas doença a entrega à morte de um filho.

não é, para além da doença, a suprema visualização do filho como um objecto que se possuiu?

não é o sentimento de posse elevado ao extremo, sem conseguir desvincular o cordão umbilical? sem conseguir desmarcar-se de que aquela coisa que se atira para morrer é, por si só, uma pessoa e não apenas um pedaço da continuação de si mesmo?

 

quão deturpada não é essa visão?

 

deus! e ainda mandam as pessoas parir!

oh vai ver ali:

publicado às 12:29


1 comentário

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De marta-omeucanto a 20.06.2016 às 15:26

Em toda esta situação, uma coisa é certa: a mãe, doente ou não, continua viva (ainda que com uma vida triste). O filho, está morto...

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