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cara sô dona maria josé,

 

também vai usar este texto como se fosse seu?

vai pegar nos meus pensamentos, nas minhas palavras mal postas, naquilo que vomito por estas bandas e espetar-lhe as trombas que a genética lhe deu com os seus cabelos de tinta de dois e quinhentos?

o que pensa quando faz isso? quando usa as minhas palavras, as da filipa, as da gaffe, as da maria (e tantas mais que eu nem sei) e as transforma em si própria? quão frustrante, minúscula, pequena, desesperada, vazia é a sua vida que obriga a que se mascare das vidas dos outros como suas? 

o que sente quando lhe dão os parabéns nos textos, onde coloca a sua fronha, quando os mesmos foram escritos por outros? 

não se olha ao espelho, para as rugas e pele e dentes e pensa que a imagem que constrói de si para os outros é uma farsa tão falsa que nem a cor do seu cabelo consegue acompanhar?

não lhe faz espécie, por dois minutos que seja, apropriar-se dos sentimentos, dos pedaços de vida que não são seus e usá-los, toda galante e bonita no mundo da internet?

não sei por que me espanto. o rapaz quando viu riu alto e disse que o mais provável era a senhora ter uma pila. acredito que sim. quem precisa de usar a vida dos outros para aumentar a sua é uma travesti de si própria.

espero que use este texto e perceba a lástima de vómito em que se transformou.

veja-se aí, retrate-se nas imagens abaixo, todas palavras minhas, todos textos meus onde lhe pespegou umas trombas suas, agradecendo ao mundo aquilo que nunca teria capacidade de escrever, pensar ou sentir.

parece que é professora:

é isto que ensina aos seus alunos?

pobres vidas, tão pequenas!

 

 

1 - 29-07-2016 às dez da manhã escrevo isto.

 às cinco da tarde a senhora pespega-lhe a fronha:

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2 - 28-06-2016 às 11:00.

antes do jantar a senhora dá ares de si. depois, não satisfeita, usa como resposta a um comentário outro texto meu do mesmo dia mas das dez e meia:

plágio - 2.png

 3 - em 17-06-2016 às onze escrevi isto. 

a maria josé achou bem usar como legenda aos sapatinhos vermelhos e ainda acrescentar, como se ali ficasse bem, o "comam vitaminas, amem e beijem muito", claramente a nota de arte que faltava.

deus! para o que estava destinada.

se ao menos servisse de legenda a um monte de cocó não cheiraria tão mal. 

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 4 . quando assumi que era hipócrita por mudar quem sou e o que penso, em 15 de junho às 10:40, a maria josé percebeu que era também.

a diferença é que no caso dela é apenas e só por usar os textos dos outros como seus.

vá lá que aqui deu-se ao trabalho de usar maiúsculas.

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5. aqui achou que o tema das pilas podia bem passar com as minúsculas. 

a ânsia era tanta que nem mais de duas horas deixou passar.

foi roubar ainda estando quente para não perder qualidade.

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 6. pelos vistos também gosta tanto da mãe dela que até para ela, pobre da senhora, usa como seus textos dos outros.

"pega lá mamã. não sei melhor para te elogiar do que roubar palavra alheia".

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7 - nem na puta de uma queijada consegue ser original.

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8. travesti de ideias também tem as mesmas dúvidas que eu quanto a pipis!

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9. aqui foi logo um a seguir ao outro, para não perder o ritmo, que isto de roubar é quando há!

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 10 -  neste foi mais longe e usou uma das minhas banalidades como suas.

o meu nojo e desprezo é proporcional à sua lata neste momento.

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11 -  conseguiu acrescentar uma nota:

vai na volta também roubou o cão. 

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12 - deu-se ao trabalho de substituir comentários por chat (ice) mas mudar maiúsculas e minúsculas era trabalho a mais.

na verdade, se recebe tais mensagens, há que condenar quem as manda?

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13 - e nem as bofetadas escapam.

plágio - 14.png

 

deus do céu.

ele há cada pedacito de pessoa!

 

(não vem ao caso o facto de eu conhecer pessoalmente gente que lhe comenta as palavras roubadas. ou virá?)

 

 

oh vai ver ali:

publicado às 20:41


21 comentários

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De nervosomiudinho.blogs.sapo.pt a 13.07.2016 às 20:51

Será que tem conversas pessoalmente ou em tempo real? Ou só por escrito, quando tem tempo para pesquisar o que plagiar?
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De Joana B. a 13.07.2016 às 21:10

A sério??? Que gentinha...
É que só pode ser doente, vai roubar até o post da queijada.
Não deve ter vida própria para querer dar a entender aos "amigos" que foi comer uma queijada imaginária, que tem um cão imaginário de um vizinho imaginário, que recebe mensagens imaginárias...
Para ti estes exemplos que pus aqui poderão não ser os mais graves (talvez sejam as banalidades e coisas mais pessoais) mas demonstram que a senhora não terá os parafusos todos
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De Gaffe a 13.07.2016 às 21:49

Parei para jantar. Estou a caminho de Amarante. Vou visitar uma das Senhoras mais talentosas que este
pobre país já conheceu. Está deveras doente, mas ainda me quer ver. Ainda. Deus meu! Ainda, antes de se perder no esquecimento de si.

Não me permito sequer tentar indignar-me com esta "mulher" loira e parola que rouba ossos.

Tenho uma Senhora que foi um génio à minha espera.
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De Joana B. a 13.07.2016 às 22:12

Tens razão, essas Senhoras é que valem a pena e não podem ser comparadas com esta coisa.
Vai lá ver a Senhora e não a faças esperar :)
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De Gaffe a 13.07.2016 às 22:37

Minha querida,
Não sou assim tão nobre.
Hoje escapa-me. Amanhã digo-lhe onde lhe vou enfiar o batom, embora suspeite que é exactamente ali que ela já o faz (que cor estranha a "mulher" usa!)

Seria interessante saber onde a "mulher" dá aulas! Normalmente um aviso tombado no mail da secretaria abre uma espécie de "época de incêndios".

Como vês, não há um pingo de superioridade enobrecida na minha atitude presente.

Je ne suis pas Charlie.
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De Joana B. a 13.07.2016 às 23:28

Poderíamos também pedir amizade pelo facebook pois só assim dá para comentar o que "ela escreve" e expôr de onde vem a "inspiração"
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De Cristina a 13.07.2016 às 21:22

ca noijo.
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De OKaede a 13.07.2016 às 21:33

Cá para mim, pela falta de posts nos últimos dias deve andar num retiro espiritual desconectada de blogs. Melhor, melhor era ela copiar este teu post, mas modificar para "cara sô dona M.J (do eagoraseilá)," e fazer links para os teus posts. Um reverso da moeda=pure gold
Espero que a senhora leia o meu post e arranque para a ação.
Tens sorte que ela nunca te viu a cara, pois acho que ela partia para umas cirurgias plásticas
Achas que é este o cão??
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=692928290741697&set=a.341038045930725.85732.100000735962101&type=3&theater

P.S: Fazendo de advogado do diabo, não achas que estás a levar muito a sério uma fan daquelas ao nível das perseguidoras de celebridades? Podes ter traumatizado a senhora

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De ana a 13.07.2016 às 23:31

Foda-se, é nojento isto.

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De hannahrbc a 13.07.2016 às 23:45

OMD! Que cena! Nem sabia que havia gente tão descarada! Que lata! Que loucura... só para ver se tem mais gostos nas suas frases! Estou surpreendida... Na volta ainda diz que quem copiou-a foste tu!
Reparei que aqui ela manda um comentário a MJ... (https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1223284447706076&set=a.780749648626227.1073741844.100000735962101&type=3&theater) será que foi para ti...? Vi os teus posts e entre o dia 1.07 e 4.07 não postaste nada! (sorry pela perseguição, mas tinha que ver isso). Ela andava era precisar do teu texto para afirmar que era dela...
Que gente...
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De Ana Rita 🌼 a 14.07.2016 às 09:23

Pensa positivo... a senhora ADORA-TE!!
(ao menos se é para transcrever...que ponha o link ao blog)

Também não sou a favor de que transcrevam as coisas sem identificarem de onde retiraram os textos - eu quando o faço ... se transcrevo identifico a pessoa ou o site!

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De Anónimo a 14.07.2016 às 10:30

Ai valha-me a senhora do Arcozelo....
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De sarabudja a 14.07.2016 às 10:39

Um comentário em vários Actos, ou como as coisas podem dar para o torto, sô dona Maria (d)e José (até para lhe arranjar um nome eu consegui ser mais criativa do que a senhora para fazer posts)

I - Branca

Branca nasceu numa família com algum dinheiro, com alguns elementos com formação mais avançada, outros, ainda que sem grandes estudos, com cargos de importância (a que cada um lhe quiser atribuir).
Não havia grandes expectativas em relação ao futuro da Branca: deveria crescer, casar, ter filhos, saber mandar a criada fazer as tarefas e, provavelmente, dedicar-se ao ensino, em sua casa, dos meninos das redondezas.

Branca cresceu e a beleza passou num raspão por ela, ainda que se achasse bordada a encanto. Um pó de arroz ali (muito ali), lavagens de cabelo com chás para clarear, cabelos passados a ferro a carvão, protegidos por papel pardo, talvez, vestidos mandados fazer na costureira e alterados até que a menina os achasse perfeitos.
Mas Branca, que cresceu rodeada por gente que lia e conhecia um bocadinho de cada coisa, não se interessava pelas letras, dizia frases com três palavras e esquecia-se dos verbos.

II Beatriz
À aldeia, que hoje é vila, chegaram algumas meninas vindas da serra. Primas entre si, a Francisca, a Laurinda e a Beatriz.
Mandaram-nas vir as senhoras para que, em troca de cama, alguma comida e algum tempo dedicado às letras, as meninas as servissem e dessem conta das crianças durante a noite.
Estas meninas da serra, habituadas a uma vida de obediência aos mais velhos, recato e muito trabalho, eram muito desejadas pelas senhoras. Poucas são as histórias pitorescas ou rocambolescas que se contam das dezenas ou centenas de meninas serranas que, ao longo de décadas, saíram do topo do seu mundo, para continuar a servir o mundo mas mais perto do fundo.
Claro que houve sempre quem se aproveitasse da ingenuidade típica de meninas com 12 ou 13 anos, quem cobiçasse as formas, quem se encantasse com o sotaque, quem as castigasse simplesmente por se apresentarem melhor do que era suposto uma menina da serra se exibir, quem duvidasse de que as poucas horas que dedicavam às letras seriam as necessárias para se fazerem leitoras ou conhecedoras do que ia além dos tachos e tanques.
A Beatriz nasceu a 8 de dezembro de um ano que terminava rude de tão frio. Envolta em cobertores e aconchegada em colos junto da lareira, a menina foi ninada pela mãe e avó ao som de cantigas, de histórias, de conversas sobre a vida no topo do mundo. Cada um é para o que nasce, e a Beatriz, cá para mim, nasceu para saber falar e depois escrever, por tanto ter ouvido.

(isto continua.)
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De sarabudja a 14.07.2016 às 11:19

III A guerra
Branca soube que algumas raparigas da aldeia escreviam aos soldados partidos (alguns, literalmente) para África, em defesa de qualquer coisa, que ouvira o pai e os tios falar.
Nenhum rapaz da aldeia se interessou pela Branquinha. Houve um que se aproximou, mas alérgico que era aos exageros, ficou febril por causa do muito ali presente pó de arroz. Coisas...
Decidiu Branca arregaçar a pena e desenhar letras num papel muito bonito que recebeu nos anos.
Não valia a pena. Nada lhe saía. Contentou-se, durante a infância, em desfilar os vestidos e os totós, em ser o que os tecidos a deixavam ser e foi-se esquecendo das letras. Repetia as ladaínhas que ouvia da avó: conjunto de frases (mal) feitas sobre os tempos modernos, a juventude menos recatada, a criadagem menos obediente, os rapazes mais enganadores e nosso senhor jesus cristo amén que deveria vir cá baixo ver isto, mais o seu e pai nosso.
Lembrou-se da Beatriz para lhe servir também nessa tarefa, qual Cyrano.
Entre tiros, dias de calor colado nos corpos masculinos e as saudades de casa, o Carlos recebeu uma carta em papel muito bonito, com letras primorosamente desenhadas e assinadas por B, a sua madrinha de guerra. Foi amor à primeira carta. Afianço que os sentimentos nasceram daquelas letras, não da carência, até porque Carlos, moço bonito e um bocadinho rebelde, não acreditava naquela guerra e achava as mulatas tão mulheres quanto as outras.
Branca ouvia as leituras das cartas que recebeu de Carlos uma, duas, tantas vezes e sentia o seu coração palpitar.
A Beatriz cabia apenas responder a Carlos enquanto pensava no seu irmão também mandado para a guerra. As palavras eram sedas frescas capazes de trazer sonhos em sonos mais descansados. Daquelas doces calmarias que sossegam angústias e despertam o amor. Não havia ali mais do que papel e tinta. Só Carlos tinha pensamentos sobre as formas da carne. Quase me esquecia de quem lambia os sêlos: a nossa Branca também sonhava com coisas mais mundanas sempre que ouvia as cartas do Carlos e as que mandava escrever. Tal era o entorpecimento que se convenceu que aquelas palavras de Beatriz saíram do seu coração, do seu pensar e a criada não mais fazia do que passar a limpo. Assumiu mesmo uma nova postura, mimava gestos e falas da serrana.

(acho que daqui sairá mais qualquer coisa)
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De sarabudja a 14.07.2016 às 11:45

IV
Carlos voltou para Portugal com pouco mais do que umas cicatrizes nas maçãs do rosto, com pouco mais do que uma alma, com pouco menos do que um ou dois objectivos.
Carlos voltou e apesar de viver no sul, rumou ao norte para conhecer B, a sua enfermeira do ânimo e feiticeira das palavras.
Conta quem sabe que Carlos chegou à aldeia, que hoje é vila, no comboio ainda o nevoeiro faz brilhar as couves e mantém as pessoas dentro das casas. Esperou na estação o tempo suficiente para haver movimento e perguntar, sem ares de desespero ou vilania, onde era a casa de B. Agulha num palheiro pequeno, mas agulha. Ó missão trabalhosa.
Numa mercearia (daquelas como já não há e onde se serviam copos de vinho com gasosa e se comiam couratos), encontrou os olhos de Beatriz, que ali comprava um quarto de sabão para lavar saiotes e outras brancuras.
Beatriz percebeu tratar-se de um moço afortunado, que escapou aos tiros, crocodilos e à morte por saudade. Beatriz mandou perguntar pelo nome do mancebo e se sabia novidades do irmão pouco mais velho. A rapariga percebeu de quem se tratava e foi a correr avisar Branca.
Imediatamente se desencantou um vestido recatado, mas pouco, imediatamente D. Lurdes mandou chamar o marido, para ver se o afilhado de guerra da menina servia para casar e assim ter menos uma preocupação que lhe roubava tempo para preparar as mortes. Sim, as mortes têm de ser pensadas e preparadas, para não apanhar ninguém fora de casa e levar algum inocente desprevenido. Deveria ser a avó a primeira a viajar na carreta porque assim ditava a lei da vida. E se havia coisa que a D. Lurdinhas não gostava era de não acatar a autoridade.
(vou ali e já volto. Sô Dona Maria (d)e José, a ver de ainda aprende qualquer coisinha mais hoje. Na China mandam cortar as mãos aos copiões)
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De sarabudja a 14.07.2016 às 12:59

V
Carlos chegou à casa de B, mas há minutos que o seu coração se iluminara e um resquício do Carlos antes da guerra já andava pelo próprio pé.
Desde a hora em que soube que a criada Beatriz fez perguntas sobre ele até à chegada à casa de Branca passou uma tarde, que Carlos aproveitou para conversar sentado à soleira da porta da mercearia com o filho do merceeiro: Gabriel.
O rapazito de cabelos dourados e voz de rouxinol (en)cantador respondeu às perguntas de Carlos.
O moço, recém chegado, montou o quebra cabeças de quem é quem na casa dos Barcelos. A casa para onde foi a rapariga que mandou perguntar quem ele era e se sabia novas do seu irmão.

Chegou a casa dos Barcelos, gentilmente cumprimentou o dono, sorria simpaticamente para D. Lurdinhas, e prestou uma atenção inédita à nossa Branquinha. O rapaz soltou alguns frívolos elogios de circunstância, gabou o vestido, quando Branca lhe perguntou o que dele achava, bateu palmas quando a menina da casa martelou uma peça no piano.
No fim do dia, já a noite acendera meia dúzia de estrelas que faziam prever um dia seguinte claro, apesar de ser fim de primavera, quando o pai da Branca se preparava para falar em regras de namoro pudico e que não deveria arrastar-se porque a juventude já tinha passado pela Branquinha e podia levar a maternidade, Carlos dirigiu-se a todos e disse: - muito vos agradeço este serão, muito simpáticos e hospitaleiros sóis. Mais ainda agradeço todos os sêlos colados às cartas e postais que gentilmente deixaram que a Beatriz me escrevesse.
Terão pois sempre as minhas palmas e até o fingimento da minha atenção.
Desejo-vos uma boa noite, uma boa vida e a entrego a minha eterna gratidão pelas horas frescas que as cartas me trouxeram. Durante elas não pensei nunca no sofrimento, aproximei-me, mesmo longe, dos meus, lembrei-me sempre da minha irmã mais nova.
Agora volto à minha terra, à minha mulher que trouxe comigo de Nova Lisboa e à sua barriga prenha.
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De Olívia a 14.07.2016 às 11:28

Bem... que assustador!
Esta pessoa existe mesmo?
É muito estranha, estará a ser tratada para problemas mentais?
Que curioso aquele "Oh captain, my captain" ... vi no instagram na noite do jogo, não me lembro de quem postou, mas era da praça publica...

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e agora dá aqui uma olhada