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cães a ladrar toda a noite.

vizinhos devem chamar a polícia?

sim.

não.

 

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(eu sou a favor do sim.

incluindo durante o dia por ladrares constantes por mais de vinte minutos.

por mais que goste de animais, no dia em que o interesse deles estiver acima do interesse dos humanos muito mal vai o mundo. um cão não pode ter mais direito a ladrar do que um humano cansado a descansar. desculpai lá qualquer coisinha.)

publicado às 14:26


4 comentários

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De Margarida a 31.01.2017 às 15:38

Cá vou eu de escudo na mão pronta para ser atacada: mas as pessoas que se incomodam tanto com o ladrar de um cão ou o miar de um gato, também se incomodam com o choro de uma crianca? É que a coisa é mais ou menos a mesma, digo eu.
Os pais/donos não querem que ele chore/ladre/mie, e com certeza fazem o que está ao seu alcance para o travar. Se o barulho continuar, será a única solucão despachar a crianca/cão/gato para outra morada?

1. Eu caso de barulhos persistentes e contínuos, eu iria falar com o vizinho em questão. Uma crianca que chora sempre não é normal, bem como um cão que ladre sempre. A primeira coisa que me vem à cabeca numa situacão destas é que algo não está bem, e talvez eu possa ajudar de alguma forma.
2. Acho que de forma geral falta tolerância nesta sociedade, e não só pelos barulhos alheios. Eu também gosto muito de dormir descansada, mas há vida fora do meu apartamento. Caso isso me incomode, talvez seja eu o problema e talvez seja eu que me deva mudar para uma zona mais isolada.
3.Vivo num apartamento com uma cadela que não ladra e que mesmo assim vai para a creche todos os dias de modo a que ela não fique 10h diárias sozinha e atrofie dos neurónios.
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De M.J. a 31.01.2017 às 15:45

falando por mim:

1. quanto ao choro de uma criança: incomoda. mas uma criança não pode ser - JAMAIS - comparada a um animal. isso significa que se poderia matar crianças para fazer hamburguers, o que não me parece o caso. recuso-me a discutir quem ache que um cão e uma criança tenha os mesmo direitos. será mais ou menos como jogar xadrez com pombos e eu não tenho tempo nem vontade para isso.

2. um cão que ladre sempre não é normal mas acontece. não no meu prédio, mas em prédios de amigos. se o cão não tem culpa, os vizinhos também não. quanto aos donos é relativo: se o cão ladra porque os mesmo o deixam sozinho em casa devem ponderar se querem ter um cão para o desgraçado estar sozinho todos os dias. se o cão ladra mesmo eles estando em casa devem ponderar em educar o cão para que o não faça, sobretudo se for uma situação constante.

3. a ideia de quem está mal muda-se não colhe, sobretudo legalmente. quem está mal tem - constitucionalmente - o direito ao descanso. quem está mal e comprou/paga a renda de um apartamento tem direito a ficar bem. a lei assim o diz.
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De Margarida a 31.01.2017 às 16:23

1.Uma crianca não pode nem nunca poderá ser comparada a um animal, 200% de acordo. Mas o barulho que incomoda é o mesmo. Eu pelo menos (e por muito que goste de animais) sinto-me tão incomodada com um ladrar como com um miúdo aos gritos. Daí ter falado em tolerância. Se toleramos o miúdo a chorar, não se consegue tolerar o cão a ladrar?
2. Mais uma vez, 200% de acordo. É responsabilidade do dono alimentar, cuidar e educar o animal. Caso tal não seja possível, não deveriam ter animal e digo-lhe que maior parte de pessoas que tem animais não tem condicões/tempo para os ter.
3. Vivo num prédio com uns selvagens (que não me chegam a incomodar porque vivo a uns andares de distância) que gritam todos os dias, que insultam os filhos com nomes que não lembra ao Diabo, já foram vistos a tentar trancar os miudos na garagem como castigo. A polícia foi chamada imensas vezes e dizem sempre que não podem fazer nada, até lá temos de viver com eles. Constitucionalmente, tal não seria permitido.

Talvez não me tenha explicado bem, não quis dizer que quem está mal muda-se. Digo que antes de arrendar ou comprar, seria lógico as pessoas pensarem no seu limite de tolerância tendo em conta que na maior parte dos casos vão viver rodeadas de pessoas sem saber a sorte que lhes vai sair na rifa. Como também seria lógico pensar nas condicões que terão para ter um animal, porque porque muita vontade que tenham de o ter, isso não é suficiente.
Não falo por mim, que nunca ouvi nada que me incomoda-se e creio que até conseguiria dormir num concerto dos Rammstein, mas não deixo de ficar um bocado desiludida vendo que cada vez mais vivemos numa sociedade que olha apenas para o seu umbigo. (Nada pessoal, estou apenas a falar de um modo geral).
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De M.J. a 01.02.2017 às 10:32

1. "Se toleramos o miúdo a chorar, não se consegue tolerar o cão a ladrar?"
Pois, a questão é que um míudo é um ser humano e só isso já valida. não se pode pegar num puto de dois meses e educar como se educa um cão. não se pode dar um par de estalos a uma criança com dores mas na minha opinião é legitimo dar uma sapatada a um cão que está a ladrar porque ouve um carro na rua. suportar um choro de uma criança, ainda que incomode - e oh se incomoda a mim. se ler este blog vai ver as polémicas que já por aqui andaram à conta disso - tem, inevitavelmente de fazer parte da vivência em sociedade.

suportar o ladrar de um cão é, na minha opinião, a mesma coisa que suportar o barulho de música nas alturas, de uma festa descontrolada de vizinhos ou de um automobilista a apitar bebado na rua: é alternativo.
um cão não pode ter o mesmo direito de incomodar um prédio inteiro a ladrar que uma criança a chorar.
um ladra, o outro chora. só isso já diz tudo.

2. o meu bairro tem dezenas de cães espalhados em varandas. se muitos estão em moradias (é um bairro altamente residencia, com não muitos prédios), nos respetivos jardins, ha uma série deles em varandas, seja inverno ou verão. os donos deviam ser responsabilizados. na minha opinião, cães em apartamentos só nas raras excepções em que os donos têm a disponibilidade fisica e monetária para os levar à rua as vezes necessárias.

3. infelizmente conheço bem essa situação. mas o facto de uma coisa estar errada não se justifica que se tenha de tolerar todas as coisas erradas. o facto de não terem sido capaz - ainda - de resolver a situação com essas pessoas não significa que se tenha também de aturar mais coisas erradas.

4. uma vez adormeci num concerto de linda martini. estranhamente não consigo adormecer na cama se ouvir um barulhinho na rua. é tique, sei lá, e durmo sempre de tampões.
nem toda a gente tem possibilidade de viver em moradias. viver num apartamento não significa ter de tolerar todas as parvoeiras do resto dos habitantes do prédio. seria muito mais fácil se as pessoas assumissem não que quem vai para um prédio tem de ser tolerante mas, antes, que quem vai viver para um prédio tem de pensar que não está sozinho e, como tal, tem de ter cuidados acrescidos para não incomodar quem também lá vive.
o princípio é exatamente o oposto: não é ponderar se se tem tolerância para ir viver para um apartamento mas ponderar se se sabe viver em sociedade antes de decidir ir viver para um e dar cabo do juízo a toda a gente.

(eu sei que não é pessoal. isto somos nós a trocar ideias. só havendo diferentes opiniões se trocam ideias :) )

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