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17/02/2017 

- hora do almoço: acabei de ler "a incrivel viagem de arthur pepper" e não me apetece ler mais romances. não sou de diálogos forçados e fins evidentes, do viveram felizes para sempre. mesmo assim peguei no "viver depois de ti" que a magda me emprestou. diz que não é bem um romance e estou disposta a tentar.

 

- depois de jantar: li cinco capítulos na hora de almoço. não encontro aqui grande romance e percebo que gosto porque passei o jantar todo a olhar de soslaio para o sofá, onde o pousei descontraidamente.

é intenso q.b. e conseguiu fazer-me mergulhar na história, sem vontade de submergir. 

li mais de metade do livro. tem uma intensidade única.

 

lana del ray e chá preto de maçã canela. (ou infusão).

 

18/02/2017 - avancei uns quantos capítulos ao pequeno almoço.

 

 

Aos sábados há pequenos almoços demorados. #breakfast #book📖

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acordei relativamente cedo para um sábado e fiquei sentada à mesa, em frente para a janela da cozinha, com ele na mão.

comi uma tosta mista e leite com café.

o cinzento da manhã entrava porta dentro e o silêncio foi apenas cortado por dois ou três pássaros. derramei umas quantas lágrimas e dei um salto quando o rapaz entrou interrompendo-me no mundo onde me senti fazer parte.

 

a incapacidade de parar de ler é o sinónimo de que o livro vale a pena.

não foi propriamente uma surpresa o desenrolar da história mas os diálogos não são forçados e o sentido de humor da personagem principal também não.

não há a sensação de que se trata de algo romantizado e - tirando o cliché "homem rico-menina pobre" - sentimos que podia acontecer a qualquer um.

antes dos últimos três capítulos li o fim, numa antecipação do esperado. 

fiquei amplamente deprimida. 

 

ouvi os pássaros nos cedros em frente à varanda da cozinha. 

 

19/02/2017

acabei enquanto esperava que o almoço se fizesse.

cheirava a assado domingueiro, pela casa toda, e os miúdos do rés do cão brincavam na rua em frente.

senti-me profundamente triste, num turbilhão de melancolia provocado pelo livro, mesmo sendo só um livro

nunca é só um livro quando nos dá a sensação de viver outras vidas, pois não?

 

gostei mesmo muito. 

e ultimamente isso tem sido uma raridade no que leio. 

 

___________________________________

* na incapacidade de falar sobre os livros, em si, falo sobre o que os livros me provocam na companhia da música com que os conjugo e do tempo em que neles permaneço. 

 

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publicado às 10:30


2 comentários

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De VeraPinto a 24.02.2017 às 10:58

Com a falta de tempo que me assola nestes últimos tempos, li-o na cama do hotel, de madrugada. Li-o em duas noites. Não dormi nem nesses dias, nem nos dias seguintes. Já não me lembrava de ler algo que me ficasse tão na mente.
Vi depois o filme, que não sendo novidade para ninguém, não é tão bom, mas deu para chorar umas quantas lágrimas.
Concordo contigo, não conseguir parar de ler e livro que consegue que fiquemos dias e dias a pensar nele e só pode ser bom.
Perdi a vontade de ler há alguns meses, porque nada me interessava. Este despertou, finalmente o gosto de leitura que andava fugido.
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De M.J. a 27.02.2017 às 11:36

andei sem vontade de ler uns meses. achava tudo mais do mesmo e nada me fascinava. depois, repara lá na parvoíce, li " a luz" de stephen king, por causa do livro secreto e juro que voltei a consumir livros a todo o vapor.
às vezes é só preciso um gatilho.

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