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se amanhã fosse o último dia

por M.J., em 06.03.17

e depois não houvesse mais, nem ser nem pensar nem ver nem sentir...

...tirando o óbvio cliché de "não ver crescer os meus filhos/não voltar a sentir quem amo" do que sentiriam falta da vida que levam?

 

em tudo o que são e pensam e vêem e sentem nos dias...

... o que lamentariam por perder?

que momentinho vos daria a amargura - mais do que todos - por não viverem mais?

 

 

sempre que chego à conclusão que não sei é que percebo quão estupidificante é a minha vida.

e no quão pequenita e banalzita me tornei

publicado às 13:00


1 comentário

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De Inês a 06.03.2017 às 15:52

Tão pequenas e tão reais. Mas mais do que isso sentiria a falta das coisas que ainda não fiz e quero muito. Algumas dependem de mim, outras dependem de terceiros e muitas dependem da vida (ou da sorte se preferires). Viajar. Dentro e fora. Voltar a alguns sítios cujas memórias me são tão queridas. Trabalhar com animais, em vez de papéis. Ter netos. E tantas outras coisas. Podem dizer que isto serão coisas mais ou menos banais. Se calhar eu própria pensava assim há uns anos atrás. No entanto, as voltas da vida, ensinam-nos que o que nos parece normal, e até banal, passa a ser uma coisa especial, quando não temos acesso a elas. E é isso que se passa comigo.
Por isso continuo a dizer, mais do que sentir falta do que tenho, sentiria falta do que não fiz, do que não senti, do que não vi.
Beijinhos
Inês

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