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update

por M.J., em 04.04.17

depois de oito meses de mudança, a minha vida profissional deu um salto.

foi uma coisa que eu queria - muito - e que me pode - vai - trazer algo bastante importante.

e isso causou-me um imenso orgulho em mim própria. porque acredito que passar oito ou nove horas diárias a fazer algo que nos leva tempo e do qual apenas retiramos dinheiro não chega.

ou pelo menos não chega para mim. 

 

não tenho, evidentemente, nenhum reparo a apontar a quem se sacrifica em empregos que detesta ou de onde nada retira para além de dinheiro (muitas das vezes pouco e fraco). a apontar alguma coisa seria a coragem, a capacidade de aguentarem tal situação. a resiliência por se sacrificarem em função das responsabilidades que assumirem. o traço de personalidade que lhes permite ser mais fortes do que eu.

porque eu não fui.

penei durante anos em sítios onde era estupidamente infeliz.

tão infeliz que preferia - largos dias - atirar-me pelas escadas abaixo do que ter de chegar e ficar e permanecer em ambientes nos quais não poderia, jamais, inserir-me.

não me interpretem mal.

a culpa não era exclusivamente do sítio ou das pessoas onde, com quem e para quem trabalhava.

era - uns bons cinquenta por cento - também minha. pela incapacidade de socialização, de adaptação à normalidade das pessoas, de sorrir sem vontade, de prosseguir retirando tão poucos frutos de um empenho total. que nisso - como em tantas coisas - não tenho meias medidas: ou estou a cem por cento e dedico-me e faço com o perfeccionismo que me acompanha desde que nasci (a mamã diz que é TOC mas isso são outros quinhentos) ou torno-me numa incompetente descomunal, com erros atrás de erros e que vê passar os dias através de uma mancha difusa traduzida na bola de neve que se formou. 

acho fabuloso a capacidade de a maioria das pessoas não ser assim.

de encontrar um meio termo e adaptar-se, habituar-se às situações, retirando o melhor de cada uma delas, sem assumir como o oito ou o oitenta que eu mascaro a minha vida.

 

seja como for são óptimas notícias no mês que agora começa.

vejo finalmente o rumo.

não um rumo, não uma possibilidade, não um vamos ver.

porque se é certo que teremos de ver desta vez vai ser visto por mim e é da minha visão que depende.

desta vez o meu esforço, o meu empenho, o meu vestir da camisola, o meu oitenta é meu.

é avaliado por mim.

e os frutos que daí advierem serão meus também.

 

caramba que sabe tão bem!

 

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entretanto tive uma nova resposta no âmbito daquilo que prossigo profissionalmente.

foi uma resposta boa, excelente até (apesar de até à sua formalização não poder dizer que já exista) e que me fez lembrar que a dedicação, o empenho, o espírito de sacrifício e o investimento académico ainda podem ser valorizados, se os canalizarmos em função do que queremos.

ou melhor, no meu caso em função do que não queria.

 

há dois anos atrás estava completamente perdida a nível profissional.

e de todas as possibilidades que se abriam, a minha dúvida era sempre a mesma: o que é que eu quero? onde me vou sentir bem? onde poderei investir o conhecimento académico e experiência profissional?

e a resposta era, como o título deste blog, sempre a mesma: sei lá!

 

não sabia.

mas sabia exactamente o que não queria.

a que condições não me queria submeter.

o que não queria fazer.

onde não queria investir o meu tempo (percebi, com o passar dos anos, que é o bem mais valioso que temos, mas isso é para outro post).

e foi através do não querer, das luzes acesas na minha cabeça que me gritavam para onde não ir, que cheguei ao querer. 

 

o caminho é longo.

as dúvidas continuam.

mas de todas as vezes que se abespinharem contigo porque não sabes o que queres, percebe se sabes o que não queres e trabalha em função disso.

é que se souberes o que não queres podes chegar ao mesmo resultado do que quando lutas pelo que queres. 

às vezes até com resultados melhores: não contemplam aquilo a que não estás disposto.

 

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e agora dá aqui uma olhada


deu discussão! (quase porrada)